Bati o carro: guia completo para agir, registrar ocorrência e acionar o seguro

Publicado: Tuesday, 12 de March de 2024Última atualização: 22/05/2026 às 13:34

Bati o carro, e agora? Saiba quais são os procedimentos indispensáveis após um acidente, desde o socorro a feridos até a sinalização correta da via. Confira!

Imagem não encontrada

Quando o condutor se pergunta, “bati o carro, e agora como devo proceder?” Há uma série de procedimentos que devem ser realizados, e também uma grande quantidade de dúvidas sobre o que deve ser feito primeiro.

Para esclarecer as questões que surgem quando há um acidente, montamos um pequeno guia, para orientar motoristas sobre os procedimentos indispensáveis após um acidente de trânsito, e a sequência de providências.

No artigo, também vamos focar na questão da segurança, da documentação e na agilidade no conserto. O objetivo aqui é guiar o usuário desde o acionamento do socorro e registro do BO até a escolha da oficina e acompanhamento do reparo. Vamos lá!

Primeiros passos imediatos após o acidente

Ao sofrer um acidente, as pessoas geralmente ficam sob forte impacto emocional, já que além do susto enorme,  há o risco de que alguém tenha se ferido, então as primeiras providências para quem teve uma colisão são as seguintes:

Verifique feridos e acione socorro se necessário

O primeiro passo deve ser dado, se possível, pelo condutor, caso não esteja ferido ou se mesmo ferido, estiver consciente e conseguindo se movimentar. verifique no próprio veículo se todos estão bem, caso haja outros passageiros. 

Se houver qualquer sinal de dor, desconforto ou sensação de tontura, é preciso chamar o socorro imediatamente. Se tudo estiver bem, nenhum ferimento, o segundo passo é verificar se há risco de incêndio, explosão ou vazamento de combustível.

Se houver vítimas, ligue 192, o número do SAMU, explique o ocorrido e forneça o endereço ou a localização aproximada. Se alguém estiver preso nas ferragens ou houver risco de incêndio ou explosão, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros, no número 193. 

O número da Polícia Militar é 190, nos perímetros urbanos, e 191 caso o acidente tenha se dado em estradas, e seja necessário contato com a Polícia Rodoviária Federal. Essa ligação é obrigatória, tendo ou não algum ferido, para que seja feito o Boletim de Ocorrência, que será necessário para dar entrada em seguros.

Garanta a segurança e sinalize a via

Para evitar que outros veículos acabem por colidir com os que estão acidentados é muito importante sinalizar a via, ligando o pisca-alerta, caso ele esteja funcionando, e colocando o triângulo a uma distância mínima de 30 metros, para que os condutores que estão vindo tenham tempo de desviar.

Libere a via o máximo possível, se o veículo estiver no meio da rua ou estrada, tente removê-lo para uma das laterais da via para evitar novos acidentes, e se houverem pedaços ou peças soltas, procure retirá-las para segurança de todos.

Coleta de informações e documentação

Quando a parte de segurança e sinalização estiver concluída, é necessário começar a coletar as informações que serão necessárias para os procedimentos seguintes, como verificar o responsável pelo pagamento dos danos, acionamento do seguro, entre outros:

Registre dados dos veículos e condutores

Estando fisicamente bem, tente contato com o condutor do outro, ou outros veículos envolvidos no acidente, recolha nome completo, número de telefone, endereço e CNH, e busque as informações do veículo, como a placa, modelo, marca, cor e se possível o número do Renavam. 

Fotografe a cena e os danos

É muito importante registrar a cena da colisão antes de moverem os veículos, então é recomendado fotografar todos os ângulos possíveis, e tirar fotos com foco maior, mais próximo, das áreas que sofreram danos visíveis.

Tire fotos da posição dos carros na via, das marcas de frenagem no piso, e da sinalização existente. Convém filmar também, para ter ainda mais material caso seja preciso comprovar a responsabilidade de terceiros.

Reúna documentos do veículo e da seguradora

É interessante obter as informações dos seguros dos demais envolvidos no acidente, para que elas possam ser acionadas sem que seja necessário entrar com ações judiciais. Anote o nome da seguradora e seu contato direto, se possível.

Se possível recolha os nomes e números de possíveis testemunhas, é importante ter o contato de quem presenciou o acidente. Não deixe de registrar a data, hora e local exatos em que ocorreu a colisão, de preferência com referências para localização posterior. 

Boletim de Ocorrência (BO) e aspectos legais

Uma das partes mais importantes para quem se pergunta, bati o carro, e agora? É o registro do BO, ou Boletim de Ocorrência, um documento fornecido pela Polícia Militar explicando de forma detalhada o ocorrido, inclusive a responsabilidade pelo acidente.

Esse documento é fundamental para dar entrada no DPVAT, um seguro obrigatório em caso de acidentes com vítimas, e para acionar o seguro do veículo. E existem duas formas de fazer o BO atualmente, dependendo da gravidade da colisão.

Caso o acidente tenha feridos, é imprescindível a presença da polícia para registro do boletim de ocorrência e devidas providências, mas se o acidente não envolver nenhuma vítima, o BO pode ser feito online, se a cidade do acidente tiver esse tipo de serviço, ou na própria delegacia, de forma presencial.

Para elaboração do documento é necessário que ao menos uma das partes esteja presente, a menos que seja acidente fatal com fuga do responsável, e é obrigatório apresentar a CNH do condutor, o documento do veículo, o CRLV, e os dados das outras partes.

Como acionar o seguro: passos, contatos e prazos

Bati o carro, agora é a hora de acionar o seguro, como fazer? Se essa é a sua dúvida, a resposta é bem simples. Entre em contato com a central de emergência, que funciona 24 horas, ou se for o caso, com o corretor que fez a transação.

Solicita a remoção do veículo, e se o carro não estiver apto a rodar, é preciso informar, verifique com o responsável pelo transfer para onde seu veículo vai ser rebocado, e posteriormente serão necessárias algumas medidas, como escolher a oficina, definir quem será o responsável pelo pagamento.

Antes do reparo o veículo deve passar por uma vistoria, e a oficina credenciada poderá então apresentar o orçamento, e sendo aprovado o proprietário pode liberar o conserto do veículo, sendo pago pelo próprio, pela seguradora do veículo ou por terceiros.

Quem paga o que: responsabilidade e culpa

Essa questão é muito relativa, uma vez que depende exclusivamente das circunstâncias do acidente, por isso vamos explicar como é o procedimento nos diferentes casos de acidentes.

Caso o condutor seja o responsável pelo acidente, ele deve arcar com o próprio prejuízo, e além do custo de reparo do veículo, o de quaisquer valores gastos por terceiros, inclusive despesas médicas, caso tenha ocorrido.

Se o proprietário do veículo não for o condutor no momento do acidente, ele deve ser responsabilizado solidariamente, ou seja, caso o condutor não arque com as despesas, o dono do veículo pode ser acionado.

Se todos os veículos envolvidos no acidente forem responsabilizados, todas as partes devem contribuir para o pagamento proporcional dos custos de reparo, o que é chamado de “Culpa Corrente”. Caso a vítima seja a causa do acidente, o condutor fica isento de culpa e indenização.

Algumas outras possibilidades podem ocorrer, como no caso dos veículos de transporte coletivo, onde há a responsabilidade objetiva, que independe da culpa. Dependendo do caso, pode ser determinado pela justiça que o responsável pelo acidente cubra as despesas de reparo do veículo, danos morais e também as possíveis despesas médicas.

Documentos e procedimentos para facilitar o conserto

Neste tópico vamos mostrar quais são os documentos necessários para que seja mais fácil providenciar o reparo do veículo:

Documentos obrigatórios em mãos

Os documentos pessoais a serem apresentados são a CNH do condutor, o documento do veículo, CRLV, e se o responsável pelo seguro do veículo não for o condutor no momento do acidente, é preciso apresentar o RG e CPF dele, ou a CNH que geralmente reúne esses dados.

Além dos documentos pessoais e os do veículo, o responsável deve apresentar também o boletim de ocorrência, as informações obtidas de terceiros, juntamente com o contato do próprio e da seguradora e o aviso de sinistro, já preenchido. Se houverem, as fotos e vídeos do acidente são bastante relevantes.

Como escolher oficina credenciada

Para garantir que o veículo retorne ao estado original com peças e padrões de fábrica, a recomendação é acionar o Grupo AB, que conta com diversas concessionárias e oficinas autorizadas e com profissionais extremamente qualificados.

O Grupo AB facilita a jornada pós-sinistro, pois também oferece suporte técnico especializado e credenciamento com as principais seguradoras para um reparo seguro e transparente.

Como acompanhar o andamento do conserto

As seguradoras e as próprias oficinas credenciadas oferecem aos seus clientes canais de comunicação digitais, como aplicativos e sites, onde o acesso normalmente se dá por meio de login e senha.

Há a possibilidade de contato por meio de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, ou mesmo a central de atendimento da própria seguradora, que vai solicitar o número do aviso de sinistro e informar como está o andamento do reparo.

Outra forma de acompanhar o andamento do conserto é através do corretor de seguros, pois é possível que ele tenha contatos dentro das seguradoras e possa dar um parecer preciso sobre o reparo.

Se a oficina credenciada fornecer um contato, também é válido utilizá-lo. Cabe ressaltar que de acordo com as normas da SUSEP o reparo tem um prazo máximo de até 30 dias corridos, a contar na entrega da documentação.