Barulho na suspensão: entenda razões e como lidar

Publicado: Thursday, 06 de June de 2024 Última atualização: 30/07/2026 às 17:34

Barulho na suspensão ao passar em lombadas ou fazer curvas? Identifique se o ruído vem de buchas, pivôs, coxins ou amortecedores. Acesse o guia!

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Cuidar dos sistemas do veículo é super importante para mantê-lo em bom funcionamento, eficiente e evitar despesas que poderiam ser evitadas, especialmente se o condutor estiver atento a qualquer barulho na suspensão.


Para demonstrar a importância de saber como identificar e interpretar os diferentes tipos de barulho na suspensão, relacionando ruídos específicos aos possíveis componentes com defeito, preparamos um guia que detalha quais os tipos de ruídos e que causas eles costumam ter.


No conteúdo vamos explicar as principais causas de estalos, rangidos e pancadas, abordar falhas em peças como buchas, coxins, bandejas, bieletas e pinças de freio, alertar sobre práticas inadequadas de manutenção, apresentar estimativas de reparo e oferece orientações para evitar diagnósticos equivocados e gastos desnecessários em oficinas. A dica é, sempre que perceber barulho na suspensão ou outros problemas, busque ajuda no Grupo AB, que oferece experiência, segurança e confiabilidade.

O que é o sistema de suspensão do carro?

O sistema de suspensão do carro é o conjunto de componentes que conecta os pneus ao chassi, e sua função é absorver os impactos que o veículo sofre ao passar pelas irregularidades do piso, além de sustentar a carga da carroceria, mantendo as rodas constantemente em contato com o solo com segurança e estabilidade.

Como funciona a identificação de problemas na suspensão?

Para quem quer saber como é possível identificar possíveis problemas no sistema de suspensão do veículo, há uma série de indícios que tornam essa tarefa mais fácil e rápida, como ficar atento aos ruídos diferentes durante a condução.


Os ruídos secos, estalos e rangidos ao passar por lombadas, valetas e buracos a perda na estabilidade, como se o carro estivesse flutuando, solto na via, ou puxando para um dos lados, são sinais de problemas.


Bem como vibrações e trancos no volante mesmo em velocidades constantes,  dificuldade de controle na direção, movimento maior que o normal na carroceria para frente ao frear e desgaste irregular dos pneus também representam indícios de problemas no sistema de suspensão.


Uma dica dos especialistas é fazer uma inspeção visual nos componentes, verificar se há algum desgaste perceptível, e se for visível a recomendação dos profissionais é buscar ajuda com seu mecânico de confiança. 

Tipos de barulho na suspensão do carro e o que eles significam

Para que os condutores saibam reconhecer os ruídos estranhos e suas prováveis causas, segue uma série de indicações com dicas de especialistas:

Barulho na suspensão dianteira

Caso seu veículo apresente barulho na parte dianteira da suspensão, como batidas secas ao passar por buracos ou lombadas é bem provável que os amortecedores, coxins ou bandejas estejam com folga.


Se houver algum tipo de estalo ao esterçar o problema pode ser no pivô ou nos terminais da direção, assim como rangidos podem representar ressecamento de borrachas ou desgaste na barra estabilizadora.

Barulho na suspensão ao passar lombadas

Se seu veículo ao passar por lombadas fizer ruídos estranhos na suspensão é possível que os componentes estejam desgastados, ressecados ou mesmo com folga. O tipo de barulho vai depender de que peça está apresentando problemas, e a dica é buscar ajuda imediatamente, para evitar que uma única peça comprometida cause desgaste ou quebra de outras.

Barulho na suspensão dianteira quando acelera

Já quando o barulho acontece na parte dianteira da suspensão quando o veículo acelera, é muito provável que a fixação do motor esteja em estado precário ou mesmo que alguns componentes que sofrem torção estejam desgastados.


Essas falhas podem ser decorrentes de problemas no coxim do motor, de câmbio danificado, buchas da bandeja ou barras estabilizadoras com desgaste ou folga nas juntas homocinéticas, e esse tipo de situação pode se estender para outras peças.

Barulho na suspensão dianteira quando freia

Os barulhos que ocorrem na parte dianteira da suspensão em frenagens do veículo indicam possíveis folgas no sistema de freios ou nos componentes de fixação do sistema de suspensão, especialmente quando os ruídos forem estalos, rangidos e batidas secas.

Barulho na suspensão traseira

No caso do barulho ser na suspensão traseira, é possível que isso esteja ocorrendo em razão de folgas nos parafusos, batentes danificados ou amortecedores estourados. Os ruídos são batidas secas, barulhos metálicos, mas se houver algum rangido, uma das razões pode ser desgaste nas buchas do eixo.

Barulho de grilo na suspensão traseira

Há ainda ruídos que lembram um grilo e podem ocorrer na suspensão traseira, o que demonstra que pode haver desgaste ou ressecamento nas buchas de borracha ou coxins, ou mesmo a falta de lubrificação nesses componentes. Esses barulhos podem aparecer mais frequentemente quando o veículo passa por desníveis no piso.

Principais causas de barulho na suspensão

Como mencionamos acima, cada barulho na suspensão tem suas razões e possíveis causas, e para que você tenha uma ideia prévia do que pode estar ocorrendo, vamos apresentar abaixo alguns dos motivos:

1. Pinças de freio com folga

Uma das razões de surgirem barulhos na suspensão são as folgas nas pinças do freio, o que pode ser facilmente detectado nas frenagens. Esse problema também pode ser ocasionado pelo desgaste na junção entre as pinças e os pinos dos cavaletes.


Quando o veículo freia, as pinças se movimentam de forma errada por causa da folga, e gera um atrito com outros componentes, criando barulhos que podem ser facilmente percebidos pelo condutor.

2. Desgaste das buchas da barra estabilizadora

Mais uma das causas do surgimento de barulho na suspensão é o desgaste das buchas de borracha da barra estabilizadora, e isso se dá em razão do material menos resistente, que é a borracha, que se deteriora e resseca mais rapidamente que os componentes de metal.


O resultado desse desgaste ou ressecamento é o surgimento de folgas no conjunto, e com isso o movimento das suspensões dianteira e traseira acabam por sofrer o impacto, causando instabilidade e até mesmo podendo provocar acidentes, especialmente em trechos com maior inclinação ou desnível.

3. Defeito no coxim do motor

Há também a possibilidade de um defeito no coxim do motor provocar barulho, e alguns condutores chegam a acreditar que venha da suspensão. Como são os coxins que amortecem a junção de alguns itens do sistema de suspensão, transmissão e fixação do motor, e por serem todos muito próximos, os demais componentes acabam por emitir sons também.

4. Desgaste no coxim dos amortecedores

Outro coxim, o dos amortecedores, também apresenta barulho quando está com seu funcionamento comprometido. Os da suspensão, geralmente ligados a componentes que ligam o amortecedor à carroceria, se desgastam de forma natural, e com isso emitem barulhos incomuns.

5. Problemas na bandeja de suspensão (braço oscilante)

O braço oscilante, que é a bandeja de suspensão, é parte do sistema de suspensão e quando apresenta problemas, como trincas ou excesso de carga no veículo, vão gerar ruídos que não são habituais.


Há também a possibilidade das buchas das bandejas sofrerem com o desgaste normal da borracha, deixando de amortecer impactos e provocando atrito entre as peças de metal do sistema de suspensão, ocasionando ruídos agudos quando o veículo passa por desníveis.

6. Desgaste nos terminais de direção e bieletas

E por último podemos mencionar o desgaste natural nos terminais de direção e nas bieletas, que podem causar barulhos na parte dianteira da suspensão, ou em casos mais graves vibração e folga no volante, que além de oferecer incômodo, podem provocar acidentes.

Como evitar orçamentos abusivos na oficina?

Como indicamos a busca por ajuda especializada quando forem notados ruídos estranhos no sistema de suspensão, é importante ter noção do que vai ser cobrado, quais serviços serão realizados e como evitar que cobrem mais do que o devido. Vamos às dicas:

Quais peças realmente precisam ser substituídas?

Para rangidos e chiados, é comum que as buchas de borracha da suspensão precisem e substituição, já para os estalos ou batidas secas há a chance de folga nas bieletas, as barras que ligam as barras estabilizadoras aos pivôs.


Caso ao passar por desníveis, como buracos ou lombadas o veículo apresente batidas com ruído alto e forte é sinal que seus amortecedores já não estão eficientes, ou que os batentes ou coxins estão estourados, e até mesmo as molas podem estar quebradas.


Os amortecedores só precisam ser substituídos se realmente estiverem vazando, ou apresentem em testes eficiência abaixo do recomendado, desde que a troca seja feita em conjunto, com dianteiros e traseiros.


Já os pivôs se desgastam de forma mais rápida, e quando houver folga ou a coifa rasgar, deve ser substituído. No caso das bandejas, se houver necessidade de troca é necessário que todo o conjunto seja reposto caso a sua estrutura esteja empenada ou se o alojamento estiver deformado.


As borrachas possuem vida útil mais curta, devem ser sempre observadas, mas são peças bem mais baratas. As coifas rasgam com o tempo e devem ser repostas. As molas possuem vida útil longa, mas se houver barulho nelas, a estrutura deve ser substituída.

Quando exigir um teste de folga na sua frente

Se você está ouvindo barulhos estranhos no veículo e foi buscar ajuda especializada mas está inseguro quanto ao que foi cobrado, solicite um teste de folga de forma a identificar visualmente quais peças estão realmente danificadas ou em vias de, antes de autorizar a execução do serviço e pagar por ele.


Com o teste de folga você consegue perceber o que realmente precisa ser substituído, se há algum dos componentes listados que pode aguardar até a próxima revisão, e ainda sugerir o uso de peças recondicionadas.

Como comparar orçamentos de forma segura

O ideal é ter em mãos ao menos 3 orçamentos diferentes, e comparar quais apresentaram as mesmas soluções, o que confirma a necessidade de reparo. Para evitar orçamentos abusivos, procure sempre profissionais de confiança, como os do Grupo AB, que possuem expertise e apresentam orçamentos limpos, sem a inclusão de troca de itens desnecessários e com a qualidade de uma empresa que tem anos de experiência no mercado automobilístico.

Cuidados essenciais e frequência de manutenção da suspensão

Os cuidados com o sistema de suspensão devem ser tomados, assim como com todos os demais componentes, já que além de evitar quebra ou o veículo parado para reparo, a prevenção costuma enxugar as despesas com manutenções de última hora.

Quando fazer a revisão completa do sistema de suspensão

Para evitar barulho na suspensão é recomendado atentar-se aos prazos informados no manual do proprietário do veículo e de profissionais da sua confiança. Faça a cada 10 mil km uma inspeção visual, já que muitas vezes é possível ver componentes em mau estado apenas olhando.


E a recomendação é realizar uma revisão completa no sistema de suspensão a cada 40 mil km aproximadamente, pois muitos componentes podem se desgastar mais em razão do estilo de direção, tipo de piso que o veículo roda e a falta de cuidados frequentes.

Hábitos de direção que aumentam a vida útil dos componentes

Para que a vida útil dos compressores e demais componentes do sistema de suspensão seja prolongada é fundamental que o condutor adote bons hábitos na direção. Evitar passar por buracos, desníveis ou terrenos acidentados.


As arrancadas ou frenagens mais bruscas também contribui para o desgaste e o surgimento de barulhos na suspensão, bem como carregar o veículo acima do limite informado no manual do veículo, comprometendo não só a suspensão mas outros sistemas importantes.

A importância do alinhamento e balanceamento

Para quem não consegue compreender bem a relação que alinhamento e balanceamento têm com o sistema de suspensão, vale informar que o alinhamento mantém a geometria do sistema, impedindo ou evitando esforços além do necessário.


Já o balanceamento elimina ou reduz consideravelmente as vibrações das rodas antes que elas atinjam os demais componentes do sistema, contribuindo para uma vida útil maior e mais estabilidade na condução.


Por isso é recomendável que elas sejam realizadas a cada 10 mil km aproximadamente, ou em caso de troca de pneus, componentes da suspensão ligados às rodas ou se o condutor sentir folga na direção ou trepidação excessiva.